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Sinais de que seu pet precisa de atendimento veterinário


Cães e gatos não conseguem dizer quando estão sentindo dor, mal-estar ou algum desconforto. Muitas vezes, o tutor percebe que alguma coisa mudou, mas não sabe se aquela alteração é passageira ou se precisa de avaliação veterinária.

Essa dúvida é bastante comum. Um animal pode dormir mais em um determinado dia sem que exista necessariamente um problema. Por outro lado, mudanças aparentemente pequenas, quando persistem ou aparecem junto com outros sintomas, podem indicar que algo não está bem.

Observar o comportamento do pet faz parte dos cuidados de rotina. Conhecer os sinais que merecem atenção também pode ajudar a evitar que uma alteração de saúde seja descoberta apenas quando o quadro já estiver mais avançado.

Mudanças no comportamento

Uma das primeiras coisas que o tutor costuma perceber é uma mudança no jeito de agir.

Um cachorro normalmente ativo que passa o dia quieto, não demonstra interesse em brincar ou prefere ficar isolado pode estar apresentando algum desconforto.

Nos gatos, a mudança pode ser ainda mais discreta. Um animal que passa mais tempo escondido, deixa de interagir ou apresenta alterações repentinas na rotina merece atenção.

É claro que comportamento também pode mudar por motivos ambientais, como mudanças na casa, chegada de outro animal ou situações de estresse.

O que importa é observar a duração e a intensidade da mudança. Se o comportamento diferente persistir ou vier acompanhado de outros sinais, procure orientação veterinária.

Falta de apetite

Um animal que recusa uma refeição isolada não necessariamente está doente.

Porém, a falta de apetite persistente merece investigação.

Cães e gatos podem perder o interesse pela comida por diversos motivos. Problemas dentários, alterações gastrointestinais, dor, estresse e diferentes doenças podem estar relacionados ao sintoma.

Em filhotes, animais idosos ou pets que já possuem algum problema de saúde, a atenção deve ser ainda maior.

Se o animal não está comendo como de costume, observe também o consumo de água, comportamento, fezes e urina.

Essas informações podem ajudar o veterinário a entender melhor o que está acontecendo.

Beber água demais

A quantidade de água consumida pode variar de acordo com temperatura, alimentação e nível de atividade.

Mesmo assim, uma mudança persistente na ingestão de água não deve ser ignorada.

Se o tutor percebe que precisa encher o pote muito mais vezes do que antes, é interessante observar a situação e conversar com um veterinário.

O aumento da sede pode estar relacionado a diferentes condições e precisa ser analisado junto com outros sinais.

Não tente restringir a água para fazer o animal beber menos. Se existe uma alteração no consumo, o ideal é investigar a causa.

Alterações na urina

A urina também pode revelar mudanças importantes.

Fazer xixi muitas vezes, produzir pouca urina, demonstrar dificuldade ou dor para urinar, urinar fora do local habitual ou apresentar sangue são sinais que precisam de atenção.

Nos gatos, alterações urinárias merecem cuidado especial. Um gato que tenta urinar repetidamente e não consegue pode estar enfrentando uma situação que exige atendimento rápido.

Se houver dificuldade para urinar, principalmente quando o animal não consegue eliminar urina, não espere vários dias para observar se o problema desaparece.

Vômitos frequentes

Um episódio isolado de vômito pode acontecer por diferentes motivos e nem sempre representa uma emergência.

O problema é quando os episódios se repetem ou aparecem acompanhados de outros sinais.

Vômitos frequentes, presença de sangue, fraqueza, dor abdominal, recusa de água ou alimento e alterações importantes no comportamento justificam uma avaliação veterinária.

Também é importante observar a aparência do vômito e informar ao profissional quando os episódios começaram e quantas vezes ocorreram.

Se possível, uma fotografia pode ajudar na descrição durante a consulta.

Diarreia persistente

Alterações nas fezes são outro sinal que não deve ser ignorado quando persistem.

A diarreia pode estar relacionada à alimentação, parasitas, infecções, intolerâncias e diversas outras condições.

Um episódio leve pode desaparecer rapidamente, mas diarreia intensa, repetida ou acompanhada de sangue, vômitos, desidratação ou apatia merece avaliação.

Filhotes podem exigir atenção especial porque a perda de líquidos pode ser mais preocupante.

Evite oferecer medicamentos humanos para tentar interromper a diarreia sem orientação veterinária.

Dificuldade para respirar

Alterações respiratórias estão entre os sinais que exigem maior atenção.

Respiração muito rápida em repouso, esforço para respirar, ruídos incomuns, tosse intensa ou dificuldade evidente para puxar o ar podem indicar um problema que precisa ser avaliado.

Se o animal estiver com dificuldade importante para respirar, não tente esperar para ver se melhora sozinho.

Procure atendimento veterinário imediatamente.

Durante o transporte, mantenha o animal o mais tranquilo possível e evite atividades físicas.

Tosse persistente

Uma tosse ocasional pode acontecer por diferentes razões, mas uma tosse que persiste, piora ou vem acompanhada de outros sintomas merece investigação.

Observe quando a tosse aparece. Acontece durante o exercício? À noite? Depois de beber água? Quando o animal se empolga?

Esses detalhes podem ajudar o veterinário.

Não ofereça xaropes ou medicamentos para humanos sem orientação profissional. Alguns medicamentos podem ser inadequados ou perigosos para cães e gatos.

Perda de peso sem explicação

Se o animal está emagrecendo sem que tenha ocorrido uma mudança planejada na alimentação ou na rotina, vale investigar.

Às vezes, a perda é tão gradual que passa despercebida.

Por isso, pesar o animal periodicamente pode ser útil, especialmente quando se trata de pets idosos ou que já apresentam alguma condição de saúde.

A perda de peso pode ter diversas causas. O veterinário poderá avaliar o animal e decidir se são necessários exames complementares.

Coceira excessiva e problemas de pele

Coçar-se ocasionalmente é normal.

O problema aparece quando o animal começa a se coçar constantemente, lamber determinada região ou morder a própria pele.

Queda de pelos, feridas, vermelhidão, descamação, mau cheiro ou lesões também merecem atenção.

Pulgas e outros parasitas podem estar envolvidos, mas existem diversas outras causas possíveis.

Aplicar produtos aleatoriamente pode piorar a situação. O ideal é identificar a causa antes de iniciar um tratamento.

Dificuldade para caminhar

Se o animal começa a mancar, evita subir escadas, tem dificuldade para levantar ou demonstra dor ao se movimentar, algo pode estar acontecendo.

Em animais idosos, alterações articulares são relativamente comuns, mas não devem ser simplesmente consideradas uma consequência inevitável da idade.

Dor não deve ser tratada como algo normal.

Traumas também exigem atenção, principalmente quando o animal sofreu uma queda, atropelamento ou outro acidente.

Alterações nos olhos

Olhos vermelhos, secreção excessiva, inchaço, lacrimejamento intenso, mudança na aparência da pupila ou dificuldade para abrir os olhos são sinais que merecem avaliação.

Problemas oculares podem evoluir rapidamente em algumas situações.

Por isso, não é recomendado utilizar colírios humanos ou medicamentos que sobraram de tratamentos anteriores sem orientação.

O tratamento depende da causa.

Mau hálito persistente

O mau hálito é frequentemente tratado como algo normal em cães e gatos, mas não deveria ser ignorado quando é persistente.

Problemas dentários e doenças da boca são causas comuns, mas alterações em outras partes do organismo também podem estar relacionadas.

Durante uma consulta, o veterinário pode avaliar a saúde bucal e verificar se existe acúmulo de tártaro, inflamação ou outras alterações.

Quando é uma emergência?

Alguns sinais exigem atendimento imediato, como dificuldade intensa para respirar, convulsões, desmaio, sangramento significativo, incapacidade de urinar, intoxicação suspeita, trauma grave ou perda repentina de consciência.

Nessas situações, não espere até o dia seguinte.

Também não tente provocar vômito ou administrar medicamentos sem orientação profissional, especialmente quando existe suspeita de intoxicação.

O tratamento depende do que aconteceu e de quanto tempo se passou desde o início do problema.

Observe o que é normal para o seu animal

Uma das melhores formas de perceber que algo está errado é conhecer o comportamento habitual do pet.

Observe quanto ele come, bebe, dorme, brinca e costuma se movimentar.

Preste atenção também às fezes, urina, peso, aparência da pelagem e interação com as pessoas.

Quando o tutor conhece esses padrões, mudanças pequenas ficam mais fáceis de identificar.

Não é necessário ficar procurando doenças o tempo todo. A ideia é apenas prestar atenção à rotina.

Na dúvida, procure orientação

Nem toda alteração significa uma doença grave. Mas também não é possível determinar a causa de muitos sintomas apenas pela aparência.

O veterinário poderá avaliar o animal, fazer perguntas sobre a rotina e, quando necessário, solicitar exames para chegar a um diagnóstico.

Evite seguir receitas encontradas na internet ou oferecer medicamentos humanos por conta própria.

Um tratamento que funcionou para outro animal pode ser inadequado para o seu pet.

Prevenção continua sendo importante

Além de procurar atendimento quando surgem sintomas, consultas preventivas ajudam a acompanhar a saúde do animal mesmo quando ele parece estar bem.

Vacinação, controle de parasitas, avaliação do peso, saúde bucal e exames preventivos podem fazer parte desse acompanhamento.

O mais importante é não esperar que o animal fique muito debilitado para buscar ajuda.

Cães e gatos costumam demonstrar problemas de maneiras diferentes das pessoas. Às vezes, o primeiro sinal é apenas uma mudança no comportamento ou na rotina.

Por isso, conhecer o seu pet e observar pequenas alterações pode fazer diferença.

Quando algo parecer diferente e persistente, procure orientação veterinária. E diante de sinais graves ou repentinos, não espere para descobrir se vai melhorar sozinho. Em situações de emergência, quanto mais cedo o animal for avaliado, maiores podem ser as possibilidades de intervenção.

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