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Quais vacinas são obrigatórias para viajar com cães e gatos?


Viajar com um cão ou gato exige alguns cuidados que vão muito além de escolher a companhia aérea e comprar uma caixa de transporte adequada. Dependendo do destino, o animal precisa estar com a vacinação em dia e apresentar documentos que comprovem sua imunização.

A vacina mais importante quando falamos em viagens é a vacina contra a raiva. Ela é exigida em diversos deslocamentos, principalmente em viagens internacionais. No entanto, é importante entender que as regras não são iguais para todos os países. Em alguns destinos, apenas a vacinação antirrábica é suficiente do ponto de vista sanitário. Em outros, podem ser necessários exames, certificados e períodos específicos de espera antes do embarque.

Por isso, quem pretende viajar com um pet deve começar a organizar a documentação com antecedência.

A vacina antirrábica é obrigatória para viajar?

Na maioria dos processos de viagem internacional com cães e gatos, a vacinação contra a raiva é um dos principais requisitos.

A exigência existe porque a raiva é uma doença grave e fatal, que pode ser transmitida aos seres humanos. Por isso, os países adotam medidas para reduzir o risco de entrada de animais infectados em seu território.

Mas não basta simplesmente aplicar a vacina alguns dias antes da viagem.

É necessário observar a idade do animal, a validade da vacinação e, principalmente, o prazo mínimo estabelecido pelas autoridades do país de destino. Em determinadas situações, a primeira vacinação contra a raiva precisa ser realizada com uma antecedência mínima antes do embarque.

Outro ponto importante é que a vacina precisa estar devidamente registrada na documentação do animal, com informações como data da aplicação, fabricante, lote e identificação do médico-veterinário.

E as vacinas V8 e V10 para cães?

As vacinas múltiplas, como V8 e V10, protegem os cães contra diferentes doenças infecciosas e fazem parte do protocolo de vacinação recomendado pelos médicos-veterinários.

Entretanto, existe uma diferença entre uma vacina ser recomendada para a saúde do animal e ser uma exigência para a entrada em determinado país.

A V8 ou a V10, por exemplo, não deve ser confundida com uma exigência universal para viagens internacionais. As regras sanitárias de cada destino precisam ser verificadas individualmente.

Mesmo quando determinada vacina não é exigida para o embarque, manter o animal corretamente vacinado continua sendo importante. Uma viagem pode envolver aeroportos, hotéis, outros animais e ambientes desconhecidos, aumentando a exposição a agentes infecciosos.

Portanto, não é uma boa ideia pensar apenas nas vacinas exigidas pela imigração. O protocolo de vacinação deve considerar também a proteção e as condições de saúde do próprio pet.

E para gatos?

Os gatos também precisam estar com a vacinação atualizada antes de uma viagem.

As vacinas múltiplas felinas, como as que protegem contra panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose, são importantes para a prevenção de doenças, mas não necessariamente constituem exigências de entrada em todos os países.

A vacina antirrábica, por outro lado, aparece com frequência entre os requisitos para deslocamentos internacionais.

Para gatos que nunca viajaram, também é interessante pensar no aspecto comportamental. O deslocamento pode ser bastante estressante, especialmente para animais que não estão acostumados com caixas de transporte ou ambientes movimentados.

Por isso, a preparação deve começar bem antes do dia da viagem.

Algumas viagens exigem mais do que a vacina

Esse é um dos pontos que mais causam confusão entre os tutores.

Em determinadas rotas internacionais, estar vacinado contra a raiva não encerra o processo. Dependendo do país de destino e da origem do animal, pode ser necessária a realização de uma sorologia para raiva, que verifica a presença de anticorpos após a vacinação.

Também podem existir períodos de espera entre a vacinação, a coleta do sangue, a emissão de documentos e o embarque.

Além disso, o animal pode precisar de um certificado veterinário específico e de documentação emitida ou validada pelas autoridades competentes.

É justamente por isso que deixar tudo para a última hora pode transformar uma viagem planejada em um grande problema.

E nas viagens dentro do Brasil?

As exigências para viagens nacionais são diferentes das regras aplicadas aos deslocamentos internacionais.

Mesmo assim, o tutor deve verificar previamente a documentação exigida pela companhia aérea ou pelo meio de transporte utilizado. Algumas empresas possuem procedimentos próprios para o transporte de animais.

Também é recomendável levar a carteira de vacinação atualizada e garantir que o animal esteja protegido contra as principais doenças.

No caso de viagens de avião, também é importante verificar as regras específicas da companhia aérea, porque existem diferenças relacionadas ao transporte na cabine, no compartimento de carga, ao tamanho da caixa de transporte e aos documentos necessários.

Quando começar a preparar o pet para a viagem?

Quanto mais complexa for a viagem, maior deve ser a antecedência.

Uma viagem internacional pode envolver vacinação, identificação por microchip, exames, sorologia, certificados e outros procedimentos. Alguns deles dependem de prazos que não podem simplesmente ser antecipados.

O ideal é primeiro definir o país de destino e a data aproximada da viagem. A partir daí, é possível verificar quais são as exigências aplicáveis àquele animal e montar um cronograma.

Outro detalhe importante é que microchip e vacinação podem estar relacionados no processo de viagem. Em determinadas situações, a identificação do animal precisa ser realizada antes da vacinação contra a raiva para que aquela vacina seja considerada válida para fins de documentação.

Esse é um exemplo de detalhe que pode passar despercebido por quem tenta organizar todo o processo sozinho.

Não deixe a vacinação para a última hora

Um erro bastante comum é procurar atendimento poucas semanas antes da viagem e descobrir que determinado procedimento precisa ser feito meses antes.

Imagine, por exemplo, um tutor que pretende viajar no início do ano seguinte e deixa para verificar as exigências apenas em dezembro. Se o destino exigir uma sorologia para raiva e um período de espera após o exame, talvez não seja mais possível cumprir todas as etapas dentro do prazo planejado.

Por isso, a melhor estratégia é começar a preparação com antecedência.

Além de evitar imprevistos, isso permite que o animal seja preparado de maneira mais tranquila, sem a necessidade de concentrar vários procedimentos em poucos dias.

Cada destino possui suas próprias regras

Não existe uma lista única de vacinas obrigatórias que sirva para todos os países.

As exigências podem mudar de acordo com o destino, a idade do animal, o país de origem, a situação vacinal e até mesmo o tipo de deslocamento.

Por isso, informações encontradas na internet podem servir como ponto de partida, mas não devem ser utilizadas como única referência para organizar uma viagem internacional.

Antes de comprar a passagem, é importante conferir as exigências oficiais aplicáveis ao destino e verificar se todos os procedimentos serão realizados na ordem correta.

Vai viajar com seu cão ou gato?

A preparação de uma viagem com animais envolve muito mais do que colocar o pet na caixa de transporte no dia do embarque. Vacinação, identificação, exames e documentação precisam ser planejados de acordo com o destino e com os prazos estabelecidos.

Se você pretende viajar com seu cão ou gato, procure orientação especializada com antecedência. Uma avaliação prévia permite identificar quais vacinas e procedimentos são necessários e montar um planejamento para que tudo esteja pronto na data da viagem.

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