O microchip dói? Como é feita a aplicação?
A microchipagem de cães e gatos é um procedimento cada vez mais comum, especialmente entre tutores que desejam aumentar a segurança na identificação do animal ou que estão planejando uma viagem internacional com o pet. Apesar disso, quem nunca acompanhou o procedimento costuma ter algumas dúvidas. Uma das principais é bastante simples: colocar o microchip dói?
A preocupação é compreensível. Afinal, o microchip é implantado sob a pele do animal e, para isso, é utilizada uma agulha. Porém, o procedimento costuma ser rápido e, na maioria dos casos, provoca apenas um desconforto momentâneo.
Entender como a aplicação é realizada ajuda a diminuir a preocupação e também mostra por que o microchip pode ser tão importante ao longo da vida do animal.
Afinal, o microchip dói?
A aplicação pode causar um pequeno desconforto, semelhante ao que acontece durante uma vacinação ou outra aplicação feita com agulha. A intensidade da reação varia de um animal para outro.
Alguns cães e gatos praticamente não demonstram incômodo. Outros podem se mexer ou apresentar uma reação rápida no momento em que a agulha atravessa a pele. Normalmente, porém, essa sensação dura poucos segundos.
É importante considerar que a agulha utilizada para introduzir o microchip pode ser um pouco diferente daquela usada em algumas vacinas, já que precisa permitir a passagem do dispositivo. Mesmo assim, o procedimento é muito rápido.
Na maioria das situações, não é necessário utilizar anestesia para realizar a microchipagem. O profissional responsável poderá avaliar cada animal individualmente e determinar a melhor forma de realizar o procedimento com segurança.
O que é o microchip?
O microchip é um pequeno dispositivo eletrônico de identificação implantado sob a pele do animal. Seu tamanho é bastante reduzido, sendo frequentemente comparado a um pequeno grão de arroz.
Ele contém um código de identificação que pode ser obtido por meio de um leitor apropriado. Ao aproximar o equipamento da região onde o dispositivo está implantado, o leitor identifica o número associado ao microchip.
É importante esclarecer uma dúvida comum: o microchip não funciona como um GPS.
Isso significa que ele não permite acompanhar em tempo real onde o cachorro ou gato está. Sua função é fornecer uma identificação eletrônica permanente que, quando corretamente registrada e associada aos dados do tutor, pode ajudar na identificação do animal.
Como é feita a aplicação do microchip?
O procedimento é relativamente simples e costuma ser realizado por um médico-veterinário.
Antes da aplicação, o profissional pode utilizar um leitor para verificar se o animal já possui algum microchip. Essa etapa é especialmente importante quando não existe certeza sobre o histórico do pet, como pode acontecer com animais adotados.
Depois, o microchip que será utilizado também pode ser conferido com o leitor para verificar o funcionamento e confirmar o seu número.
A implantação é realizada com um aplicador específico, semelhante a uma seringa. O dispositivo fica dentro da agulha e é introduzido sob a pele do animal.
A região de implantação pode variar de acordo com os padrões adotados e as orientações aplicáveis. Por isso, o procedimento deve ser realizado por um profissional capacitado.
Depois da aplicação, uma nova leitura pode ser feita para confirmar que o dispositivo está funcionando e verificar novamente o número de identificação.
Todo o processo costuma ser bastante rápido.
É preciso dar pontos depois da aplicação?
Normalmente, não.
Apesar de o microchip ser introduzido por meio de uma agulha, a abertura feita na pele é pequena e geralmente não exige pontos. O local tende a fechar naturalmente.
O veterinário poderá orientar o tutor sobre eventuais cuidados após o procedimento. Também é importante observar o animal nas horas seguintes e procurar orientação profissional caso apareça alguma reação inesperada.
Em condições normais, o pet pode retornar rapidamente à sua rotina.
O animal sente o microchip depois?
Depois que o dispositivo é implantado e o pequeno desconforto inicial passa, normalmente o animal não percebe que está com um microchip.
Ele não precisa ser ligado, carregado ou substituído periodicamente como uma bateria. O dispositivo permanece sob a pele e é ativado no momento em que um leitor compatível é aproximado.
Por ser muito pequeno, não costuma interferir nas atividades normais do animal, como correr, brincar, dormir ou passear.
Microchipagem e viagens internacionais
É justamente quando surge uma viagem internacional que muitos tutores descobrem a importância da microchipagem.
Dependendo do país de destino, a identificação por microchip pode fazer parte das exigências sanitárias para entrada de cães e gatos. Além de possuir o dispositivo, é necessário prestar atenção ao padrão exigido, ao número registrado nos documentos e à sequência dos procedimentos necessários para a viagem.
Esse último ponto é particularmente importante.
Em determinados protocolos, a ordem entre identificação, vacinação, exames e emissão de documentos pode fazer diferença. Fazer tudo corretamente, mas na sequência errada, pode criar dificuldades na preparação da viagem.
Por esse motivo, quem pretende viajar para outro país com o pet deve pesquisar as regras específicas do destino antes de iniciar os procedimentos.
É necessário guardar o número do microchip?
Sim. Depois da implantação, o tutor deve manter o número de identificação guardado junto aos documentos do animal.
Também é fundamental verificar como deve ser realizado o cadastro do microchip e manter os dados associados atualizados quando aplicável.
Se houver mudança de telefone, endereço ou responsável pelo animal, por exemplo, vale verificar se as informações cadastradas precisam ser atualizadas.
Afinal, ter um microchip é apenas uma parte do processo. Para que ele seja realmente útil na identificação, o código precisa estar corretamente relacionado às informações necessárias para localizar o responsável.
O microchip substitui a plaquinha de identificação?
Não necessariamente.
A plaquinha continua sendo uma forma extremamente prática de identificação. Se um cachorro escapar durante um passeio e for encontrado por alguém, por exemplo, um telefone visível na coleira permite entrar em contato com o tutor rapidamente, sem necessidade de equipamentos.
Já para ler um microchip é necessário possuir um leitor adequado, normalmente encontrado em locais como clínicas veterinárias e instituições que trabalham com animais.
Por isso, as duas formas de identificação podem ser complementares. A plaquinha oferece uma identificação imediatamente visível, enquanto o microchip funciona como uma identificação eletrônica permanente.
Existem cuidados depois da microchipagem?
Os cuidados costumam ser simples, mas as recomendações do veterinário devem ser seguidas.
É interessante observar o local da aplicação durante os primeiros dias e evitar ficar manipulando a região sem necessidade. Pequenas sensibilidades podem ocorrer logo após o procedimento, assim como acontece com algumas aplicações.
Caso o animal demonstre dor persistente, apresente inchaço importante, secreção, alterações na pele ou qualquer comportamento fora do habitual, o veterinário deve ser consultado.
Essas situações não devem ser avaliadas apenas com informações encontradas na internet, pois cada animal precisa ser examinado individualmente.
Um procedimento rápido que pode acompanhar o pet por muitos anos
A ideia de colocar um dispositivo sob a pele pode parecer complicada quando o tutor escuta falar sobre microchipagem pela primeira vez. Na prática, porém, o procedimento costuma ser simples e rápido.
Existe a possibilidade de um desconforto no momento da aplicação, principalmente pela introdução da agulha, mas normalmente ele é passageiro. Depois disso, o microchip permanece sob a pele sem interferir na rotina do animal.
Para quem pretende viajar com um cão ou gato, a microchipagem merece atenção ainda no início do planejamento, pois pode fazer parte das exigências do país de destino e estar relacionada a outras etapas do processo.
Mais do que simplesmente realizar a aplicação, é importante conferir o número do dispositivo, manter os registros necessários atualizados e guardar as informações junto à documentação do pet.
Com orientação veterinária adequada e planejamento, a microchipagem deixa de parecer um procedimento complicado e passa a ser mais uma ferramenta para facilitar a identificação e aumentar a segurança do animal.