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Microchip é obrigatório para viagens internacionais?


Quem pretende viajar para outro país com um cachorro ou gato provavelmente já se deparou com uma exigência que gera muitas dúvidas: o microchip. Afinal, ele é realmente obrigatório para fazer uma viagem internacional com o animal?

A resposta mais correta é: depende do país de destino e das regras aplicáveis à viagem. Não existe uma regra mundial única que determine que todo animal precisa obrigatoriamente ter microchip para entrar em qualquer país. Porém, muitos destinos exigem identificação eletrônica, e o microchip pode ser uma das principais condições para que o animal seja aceito.

Para quem está saindo do Brasil, existe ainda uma questão importante: o Ministério da Agricultura e Pecuária informa que a identificação eletrônica por microchip é obrigatória para a concessão do Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos. O microchip precisa atender aos padrões internacionais determinados pela legislação.

Por isso, antes de comprar a passagem, é importante entender como funciona essa identificação e quais são as exigências do país escolhido.

O que é o microchip?

O microchip utilizado em cães e gatos é um pequeno dispositivo eletrônico implantado sob a pele do animal. Ele possui um código de identificação que pode ser lido por um equipamento apropriado.

Diferentemente de uma coleira, o microchip não fica visível externamente e não funciona como um rastreador GPS. Ou seja, ele não permite acompanhar a localização do animal em tempo real.

Sua principal função é associar o animal a um número de identificação que pode ser conferido por autoridades, veterinários e serviços de controle animal.

Em viagens internacionais, essa identificação ganha importância porque permite verificar se o animal apresentado nos documentos é realmente o mesmo que recebeu determinada vacinação ou passou por exames.

Por que o microchip é importante para viajar?

Uma das principais preocupações das autoridades sanitárias é garantir a identificação correta do animal.

Imagine, por exemplo, que um cachorro tenha recebido a vacina contra a raiva e posteriormente precise apresentar um certificado comprovando essa vacinação. As autoridades precisam ter alguma forma confiável de relacionar o documento ao animal.

O microchip ajuda justamente nesse processo.

Na União Europeia, por exemplo, cães, gatos e furões que entram de países de fora do bloco precisam estar identificados por microchip, seguindo os requisitos estabelecidos pelas autoridades. O número do microchip aparece associado às informações de saúde do animal e à documentação da viagem.

Isso mostra por que o microchip não deve ser tratado apenas como mais um documento burocrático. Ele funciona como uma espécie de identificação permanente do animal.

A ordem entre microchip e vacina é importante

Esse é um detalhe que pode passar despercebido e causar problemas.

Em determinadas regras internacionais, o animal precisa ser identificado com microchip antes da vacinação contra a raiva considerada válida para a viagem.

As regras da União Europeia, por exemplo, determinam que o animal esteja microchipado antes da vacinação antirrábica para que essa vacinação seja reconhecida para fins de viagem.

Por isso, não é uma boa ideia simplesmente vacinar o animal e só depois começar a verificar a documentação internacional.

Se a vacinação tiver sido realizada antes da identificação exigida, pode ser necessário repetir procedimentos, dependendo das regras do destino.

É justamente por situações como essa que o planejamento deve começar com antecedência.

Todo país exige microchip?

Não.

As exigências variam de acordo com o destino, a origem do animal, a espécie, o tipo de viagem e outras circunstâncias.

O próprio Ministério da Agricultura e Pecuária destaca que cada país possui requisitos específicos para autorizar a entrada de cães e gatos. Para quem sai do Brasil, o Certificado Veterinário Internacional (CVI) é um dos documentos utilizados para comprovar as condições sanitárias exigidas pelo país de destino.

Portanto, não é correto afirmar que existe uma única lista de documentos válida para qualquer viagem internacional.

Um animal viajando do Brasil para um país da América do Sul pode encontrar exigências diferentes de outro que esteja indo para a Europa ou para a Ásia.

E para a Europa?

A Europa é um dos exemplos mais claros da importância do microchip.

Para viagens com cães, gatos e furões, as regras europeias estabelecem requisitos de identificação, vacinação contra a raiva e documentação. Para animais provenientes de países de fora da União Europeia, podem existir ainda exames adicionais, dependendo do país de origem.

O microchip precisa estar associado às informações do animal e deve ser possível conferir seu código durante os procedimentos de controle.

Em 2026, as regras europeias também passaram por atualizações. Portanto, quem está planejando uma viagem deve consultar as exigências vigentes na época do embarque, em vez de utilizar como referência apenas informações antigas encontradas na internet.

O microchip precisa ser de algum tipo específico?

Esse é outro ponto importante.

Não basta simplesmente implantar qualquer dispositivo e presumir que ele será aceito internacionalmente.

O Ministério da Agricultura informa que, para o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, o microchip deve atender aos critérios de conformidade das normas ISO 11784 ou ISO 11785. Caso o animal possua um dispositivo que não siga esses padrões, o responsável poderá precisar fornecer equipamento capaz de realizar a leitura.

Na prática, isso significa que o tutor deve conversar com o veterinário antes da implantação e informar que o animal será utilizado em uma viagem internacional.

Também é importante guardar o número do microchip e conferir se ele foi registrado corretamente nos documentos.

O microchip substitui o Certificado Veterinário Internacional?

Não.

Esse é um dos principais equívocos.

O microchip é uma forma de identificação. Ele não substitui documentos sanitários, certificados, vacinas, exames ou outras exigências determinadas pelo país de destino.

No Brasil, o CVI é utilizado para viagens internacionais de cães e gatos e deve demonstrar que o animal atende às condições sanitárias exigidas pelo destino.

Portanto, ter o microchip não significa que o animal esteja automaticamente autorizado a viajar.

Dependendo do destino, podem ser necessários vacinação contra raiva, exames laboratoriais, tratamento contra determinados parasitas, atestado veterinário e outros documentos.

Quando colocar o microchip?

Se a viagem internacional já está planejada, o ideal é não deixar a implantação para os últimos dias.

Isso porque algumas exigências dependem da relação entre o microchip e outros procedimentos, especialmente a vacinação contra a raiva.

Além disso, os documentos precisam ser preenchidos corretamente e podem existir períodos de espera antes que determinadas vacinas ou exames sejam considerados válidos.

Por isso, uma conversa antecipada com um veterinário especializado em viagens internacionais pode evitar problemas.

O tutor deve informar o país de destino, a data aproximada da viagem e, se possível, apresentar as exigências oficiais encontradas.

O microchip também ajuda caso o animal se perca

Mesmo fora do contexto das viagens, a identificação eletrônica pode ser útil.

Durante deslocamentos, o animal pode ficar assustado com ambientes desconhecidos e existe sempre o risco de uma fuga. Uma coleira com identificação é importante, mas pode ser perdida ou retirada.

O microchip oferece uma identificação permanente, desde que os dados associados ao dispositivo estejam corretamente registrados e atualizados.

Isso não significa que ele substitua a coleira. As duas formas de identificação podem trabalhar juntas.

Então, preciso colocar microchip no meu pet?

Se você pretende viajar internacionalmente, a resposta mais segura é verificar primeiro as exigências do país de destino e do trajeto.

Na prática, o microchip é uma exigência importante em diversos destinos e faz parte do sistema de identificação utilizado em processos internacionais. Para quem pretende utilizar o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos emitido no Brasil, a identificação eletrônica é obrigatória.

O ponto mais importante é não deixar essa decisão para a véspera da viagem.

Primeiro, escolha o destino. Depois, consulte as exigências oficiais, procure um veterinário que conheça os procedimentos para viagens internacionais e organize a documentação com antecedência.

Também é importante conferir se o número do microchip está corretamente registrado nos documentos e se a identificação foi realizada antes dos procedimentos que dependem dela.

Viajar com um pet para outro país envolve mais do que comprar uma passagem e reservar uma caixa de transporte. Vacinação, identificação, certificados e prazos fazem parte do processo.

Quando tudo é organizado antecipadamente, o microchip deixa de ser apenas uma exigência burocrática e passa a cumprir sua principal função: garantir uma identificação confiável do animal durante uma viagem que envolve diferentes autoridades e sistemas de controle sanitário.

As regras podem mudar, por isso a consulta às autoridades do país de destino deve ser feita novamente antes do embarque. Para animais que saem do Brasil, o próprio Ministério da Agricultura mantém orientações específicas para diferentes destinos e procedimentos.

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