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Como prevenir doenças infecciosas em cães e gatos


Cuidar da saúde de um cachorro ou gato não significa apenas procurar o veterinário quando alguma coisa parece errada. Uma parte importante desse cuidado acontece antes do problema aparecer, com medidas simples de prevenção que ajudam a reduzir o contato do animal com agentes infecciosos.

Doenças causadas por vírus, bactérias, fungos e outros microrganismos podem afetar cães e gatos em diferentes fases da vida. Algumas são transmitidas pelo contato direto entre animais, enquanto outras podem estar relacionadas ao ambiente, alimentos, água, parasitas ou objetos contaminados.

Nem sempre é possível evitar completamente uma infecção. Mesmo animais bem cuidados podem adoecer. Ainda assim, manter uma rotina de prevenção pode reduzir riscos e facilitar a identificação de qualquer alteração logo no início.

Mantenha a vacinação em dia

A vacinação é uma das principais ferramentas para prevenir determinadas doenças infecciosas.

Cães e gatos possuem protocolos de vacinação que podem variar de acordo com a espécie, idade, histórico, região e estilo de vida. Filhotes normalmente precisam seguir uma sequência de doses, enquanto animais adultos devem continuar recebendo as vacinas conforme a orientação veterinária.

Um erro comum é considerar que o animal não precisa mais ser vacinado depois de completar as primeiras doses.

A proteção precisa ser acompanhada ao longo da vida.

Se alguma vacina estiver atrasada, converse com o veterinário antes de simplesmente aplicar uma nova dose. O profissional poderá analisar a carteira de vacinação e orientar como regularizar o protocolo.

Evite contato com animais doentes

O contato entre animais é uma das formas pelas quais algumas doenças infecciosas podem se espalhar.

Se você sabe que determinado cachorro ou gato está doente, evite aproximar os animais até que exista orientação sobre o risco de transmissão.

Isso é especialmente importante quando se trata de filhotes, animais idosos ou pets que possuem algum problema de saúde.

Parques, creches, hotéis para animais e outros locais com grande concentração de pets também exigem atenção. Não significa que esses ambientes sejam necessariamente perigosos, mas é importante verificar as condições de higiene e as exigências de vacinação.

Cuide da higiene do ambiente

Limpar regularmente os locais onde o animal vive também faz parte da prevenção.

Camas, cobertores, potes de comida e água, caixas de transporte e caixas de areia precisam receber cuidados de higiene adequados.

No caso dos gatos, a caixa de areia deve ser limpa com frequência. O acúmulo de fezes e urina pode favorecer condições desagradáveis e aumentar o risco de determinados problemas.

Em casas com vários animais, a higiene ganha ainda mais importância.

Também é importante seguir as recomendações de uso dos produtos de limpeza. Alguns produtos podem ser tóxicos para cães e gatos, principalmente quando utilizados de maneira inadequada.

Não compartilhe objetos sem necessidade

Potes, brinquedos, camas e outros objetos podem entrar em contato com secreções e materiais contaminados.

Em ambientes com vários animais, é importante manter boas práticas de higiene e evitar o compartilhamento desnecessário de determinados objetos, principalmente quando existe suspeita de doença infecciosa.

Se um animal estiver doente, pergunte ao veterinário quais cuidados devem ser adotados com os objetos utilizados por ele.

Não basta apenas limpar visualmente. Dependendo do agente infeccioso, podem ser necessários procedimentos específicos de higienização.

Controle pulgas, carrapatos e outros parasitas

Parasitas também podem participar da transmissão de doenças.

Pulgas e carrapatos não são apenas um incômodo. Eles podem estar relacionados à transmissão de diferentes agentes infecciosos e causar problemas de saúde.

Por isso, o controle deve fazer parte da rotina.

Existem diferentes produtos disponíveis, e a escolha deve considerar a espécie, idade, peso e condições de saúde do animal.

Nunca utilize um produto destinado a outra espécie sem orientação veterinária. Determinados produtos podem ser perigosos para gatos, por exemplo.

Se houver infestação na casa, tratar somente o animal pode não ser suficiente. O ambiente também pode precisar de cuidados.

Tenha cuidado com água e alimentos

A qualidade da água e da alimentação também merece atenção.

Mantenha água limpa disponível e lave os recipientes regularmente.

Alimentos devem ser armazenados de maneira adequada e dentro do prazo de validade.

Evite oferecer alimentos crus ou de procedência duvidosa sem conhecer os riscos envolvidos. Dependendo do alimento e das condições de armazenamento, podem existir microrganismos capazes de causar doenças.

Restos de comida também não devem ser deixados expostos por longos períodos.

Em caso de dúvida sobre alimentação natural, dietas caseiras ou alimentos crus, converse com um veterinário.

Cuidado durante passeios

Os passeios são importantes para muitos cães, mas alguns cuidados podem reduzir riscos.

Evite que o animal beba água de locais desconhecidos ou tenha contato com fezes deixadas por outros animais.

Também não permita que ele coma objetos ou alimentos encontrados na rua.

Além do risco de infecção, existe a possibilidade de intoxicação ou ingestão de materiais que podem causar obstruções.

Manter o cachorro sob controle durante o passeio facilita a prevenção.

Para gatos que têm acesso à rua, os riscos podem ser ainda maiores, dependendo do ambiente. Se o animal costuma sair, converse com o veterinário sobre as medidas de prevenção adequadas para a realidade da região.

Lave as mãos

Os cuidados com a prevenção não envolvem apenas o animal.

Lavar as mãos depois de limpar fezes, urina, caixa de areia ou outros materiais potencialmente contaminados é uma medida simples e importante.

Também é recomendável lavar as mãos antes de preparar alimentos ou manipular objetos que serão utilizados por pessoas da casa.

Famílias com crianças, idosos ou pessoas que apresentam maior vulnerabilidade a determinadas infecções devem ter atenção especial à higiene.

Algumas doenças que afetam animais também podem representar riscos para seres humanos. Essas doenças são chamadas de zoonoses.

Mantenha as consultas veterinárias

As consultas preventivas permitem acompanhar a saúde do animal e revisar medidas de prevenção.

Durante uma avaliação, o veterinário pode verificar vacinação, controle de parasitas, alimentação, peso e outros aspectos da rotina.

Também pode orientar sobre doenças que são mais comuns na região onde o animal vive.

Isso é importante porque os riscos não são iguais em todos os lugares.

O que é uma preocupação relevante em determinada região pode ter importância menor em outra.

Atenção aos sinais de doença

Mesmo com todos os cuidados, nenhum método de prevenção elimina completamente o risco.

Por isso, conhecer o comportamento normal do animal continua sendo importante.

Observe mudanças no apetite, consumo de água, disposição, fezes, urina e comportamento.

Febre, vômitos, diarreia, tosse, espirros frequentes, secreções, feridas, dificuldade para respirar e perda de peso sem explicação também merecem atenção.

Se os sinais forem persistentes ou intensos, procure orientação veterinária.

Em casos graves, o atendimento deve ser imediato.

Filhotes precisam de cuidados especiais

Filhotes ainda estão completando seu protocolo de vacinação e podem ser mais vulneráveis a determinadas infecções.

Por isso, até que o veterinário confirme que eles estão adequadamente protegidos, pode ser necessário limitar o contato com determinados ambientes e animais.

Isso não significa manter o filhote isolado de tudo.

A socialização também é importante, mas precisa ser feita de maneira segura, respeitando as orientações do veterinário.

Animais idosos também merecem atenção

Cães e gatos idosos podem apresentar mudanças no sistema imunológico e outras condições que tornam o acompanhamento ainda mais importante.

Doenças infecciosas podem representar riscos diferentes dependendo do estado geral do animal.

Por isso, mantenha consultas regulares e informe ao veterinário qualquer mudança de comportamento ou saúde.

A prevenção deve acompanhar cada fase da vida.

Evite automedicação

Um dos cuidados mais importantes é não tentar tratar uma possível infecção por conta própria.

Antibióticos, anti-inflamatórios, antifúngicos e outros medicamentos não devem ser utilizados sem orientação profissional.

Além do risco de efeitos adversos, utilizar medicamentos inadequadamente pode dificultar o diagnóstico e, no caso dos antibióticos, contribuir para o desenvolvimento de resistência bacteriana.

O tratamento depende da causa da doença. Uma infecção bacteriana, por exemplo, não deve ser tratada da mesma maneira que uma doença viral.

Prevenção começa na rotina

Prevenir doenças infecciosas não depende de uma única medida.

Vacinação, higiene, controle de parasitas, alimentação adequada, água limpa, consultas veterinárias e atenção ao comportamento do animal funcionam em conjunto.

Também é importante adaptar os cuidados ao estilo de vida do pet. Um gato que vive exclusivamente dentro de casa possui uma exposição diferente de um animal que circula livremente pelas ruas. Um cachorro que frequenta parques e hotéis também enfrenta riscos diferentes.

Por isso, não existe uma lista universal que substitua a avaliação individual.

O mais importante é incorporar a prevenção à rotina e não esperar que uma doença apareça para começar a agir.

Pequenos cuidados realizados regularmente podem reduzir bastante a exposição a agentes infecciosos e ajudar o animal a permanecer saudável por mais tempo.

Quando surgir alguma dúvida, procure orientação veterinária. O profissional poderá avaliar os riscos específicos do seu pet e indicar quais medidas realmente fazem sentido para a realidade em que ele vive.

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